A expressão Economia de Mercado designa um tipo de sistema econômico que as principais decisões quanto, o que, como, e para quem devem ser produzidos os bens são tomadas pelo próprio mercado. Opõe-se, portanto às designadas Economias de Direção Central em que essas decisões são tomadas pelo Estado. Pelo contrario numa economia de mercado o papel do Estado na economia é reduzida ao mínimo necessário para garantir o funcionamento do próprio mercado, nomeadamente através da regulação, da fiscalização e da correção de algumas falhas do mercado.
FUNCIONAMENTO DE UMA ECONOMIA DE MERCADO
As economias de mercado podem ser analisadas por dois sistemas:
- Sistemas de concorrência pura (sem interferência do governo)
- Sistemas de economia mista (com interferência governamental)
No sistema de concorrência pura ou perfeitamente competitivo, predomina o laissez- faire(expressão-símbolo do liberalismo econômico, na versão mais pura decapitalismo de que o mercado deve funcionar livremente, sem interferência) milhares de produtos e milhões de consumidores têm condições de resolver os problemas econômicos fundamentais (o que e quanto, como e para quem produzir), como que guiados por uma “mão invisível”. Isso sem a necessidade de intervenção do Estado na atividade econômica.
CONCEITO DE ECONOMIA CENTRALIZADA
A expressão economia centralizada (ou economia de direção central) designa um tipo de sistema econômico em que as principais decisões quanto, o que, como e para quem devem ser produzidos os bens são tomadas ao nível central pelo Estado. Opõe-se, portanto as designadas Economias de Mercado em que a intervenção do Estado na economia é reduzida ao mínimo possível para garantir o funcionamento do próprio mercado.
Numa economia centralizada a propriedade dos fatores de produção é coletiva ou estatal e o mecanismo regulador da economia são os planos efetuados pelo próprio Estado, desenvolvidos com o objetivo de maximizar a satisfação de necessidades da população. Neste plano é definida toda orientação econômica nomeadamente, os preços, as quantidades de bens a produzir, os locais de produção etc., retirando toda liberdade de atuação aos agentes econômicos. Esta forma de atuar sobre a economia, obriga a um profundo conhecimento das necessidades dos indivíduos e dos fatores produtivos disponíveis, pois só assim é possível determinar o que, quanto, como e para quem produzir.

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